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domingo, 14 de outubro de 2018

LeItura biológica

Primeira lei de Hamer, todo trauma que foi de forma aguda, de maneira inesperada vivida no isolamento, vai dar uma marca no cérebro, são anéis concêntricos  que podem ser detectados na tomografia computadorizada, está área dará um estímulo no órgão  correspondente, isso se chama de invariante biológico,  psique, cerebro e órgão,  que se dará  de acordo com a lateralidade da pessoa e sua cultura, ou seja como ela vai viver aquele trauma, naquele momento. A natureza é  sabia nunca ela iria fazer uma doença,  não  existe doenças existe sim programas especiais de sobrevivência.

sábado, 29 de setembro de 2018

Classificação da Depressão dentro dos Conceitos da Medicina Chinesa: etiopatogenia e teoria dos 5 elementos

Adriana dos Santos Publio
Jaqueline Murosaki
Magali Rabelo
Artigo elaborado baseado em partes do Trabalho de Conclusão de Curso. Autora do artigo: Profa. Larissa A. Bachir Polloni - CETN
O estudo das doenças psíquicas tem tido muita relevância no meio científico, principalmente o tratamento holístico dessas enfermidades. Dentro delas, a depressão vem ganhando destaque, já que os casos aumentaram significativamente no Ocidente, abrangendo todas as faixas etárias. Esse aumento tem vários motivos, dentre os quais o ritmo de vida acelerado das pessoas e o empobrecimento das relações interpessoais.
Porém, o termo depressão tem sido equivocadamente usado para definir qualquer estado afetivo normal, como a tristeza, que muitas vezes é resposta de situações de perda, derrota, desapontamento, o que não caracteriza o quadro depressivo propriamente dito. Portanto, faz-se necessário uma compreensão deste transtorno psíquico e de suas principais características. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem 350 milhões de pessoas que sofrem de depressão no mundo. O quadro depressivo pode ser de curta ou longa duração, único ou recorrente. Na sua forma mais grave, pode levar ao suicídio.
Há relatos de depressão muito antigos, como contado na lenda japonesa de Amaterasu Omi Kami, a deusa do Sol, filha do deus Izanagi e da deusa Izanami (senhora da terra da tristeza). Amaterasu tem dois irmãos: o deus da Lua, Tsuki Yomi No Mikoto, e o deus do trovão Suzano o No Mikoto. Este tinha o habito de chorar e lamentar-se. Não aceitava que a irmã, primogênita, fosse encarregada de cuidar dos arrozais japoneses. Decide vingança e manda seus homens destruírem os campos de arroz da irmã. Quando Amaterasu vê seus campos devastados, se entristece e decide não viver mais entre os homens e os deuses. Isola-se dentro de uma gruta nas montanhas e coloca uma pedra na entrada da caverna. Com seu desparecimento, o mundo escurece. E desaparecem também as almas das pessoas e dos animais. Os deuses tentam chama-la, mas sem respostas. Decidem fazer uma festa e chamam Uzume, deusa da alegria e folia; ela fez uma dança engraçada e lasciva para divertir os deuses e deusas, provocando a curiosidade de Amaterasu, que saiu da caverna para espiar e ficou encantada com a própria beleza refletida num espelho que os deuses e deusas haviam colocado ali – e então saiu da gruta, voltando assim, a luz ao coração dos homens e todo o universo se resplandece.
Os primeiros registros científicos iniciam-se com Hipócrates de Cós (450 a.C. –355 a.C.), que descreveu 4 humores como causa do desequilíbrio humano: sangue, bile negra, bile amarela e fleuma. Estes regulariam as emoções, os afetos e o caráter do indivíduo, sendo que o excesso de bile negra levaria as pessoas à melancolia.
Somente no século XIX surgiu o termo “depressão” com o sentido atual. Emil Kraepelin, psiquiatra alemão, reuniu, em 1899, os quadros de depressão e mania em uma só entidade nosológica, dando-lhe o nome de psicose maníaco-depressiva. Em 1957, o psiquiatra alemão, Karl Leonhard (1904-1988) promoveu a disjunção da doença maníaco-depressiva, propondo que ela se dividisse em bipolar (episódios de mania e depressão) e monopolar (apenas depressão).
De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID 10), num episódio depressivo típico, o paciente apresenta um rebaixamento do humor, redução da energia e diminuição da atividade. Existe alteração da capacidade de experimentar o prazer, perda de interesse, diminuição da capacidade de concentração, associadas em geral à fadiga importante, mesmo após um esforço mínimo. Observam-se em geral problemas do sono e diminuição do apetite. Existe quase sempre uma diminuição da autoestima e da autoconfiança e frequentemente ideias de culpabilidade e ou de indignidade, mesmo nas formas leves. O humor depressivo varia pouco de dia para dia ou segundo as circunstâncias e pode se acompanhar de sintomas ditos “somáticos”, por exemplo perda de interesse ou prazer, despertar matinal precoce, várias horas antes da hora habitual de despertar, agravamento matinal da depressão, lentidão psicomotora importante, agitação, perda de apetite, perda de peso e perda da libido. O número e a gravidade dos sintomas permitem determinar três graus de um episódio depressivo: leve, moderado e grave.
Depressão no contexto Oriental: Os antigos chineses não tinham conhecimento tecnológico e muito menos estudos bioquímicos e microscópicos, e deram grande importância às emoções como os fatores mais importantes na causa das patologias.
Desta maneira, a depressão não é vista como uma categoria de doença para a MTC, mas sim um desequilíbrio energético, que pode enquadrar-se em um ou mais padrões de desequilíbrio/desarmonia nos Zang Fu, dependendo dos sintomas apresentados pelo indivíduo.
Na China, os pacientes relatam os sintomas somáticos desse desequilíbrio, inexistindo depressão como um sentimento (Maciocia, 2014). Os chineses chamam a depressão de “Yin Yu”, que significa abatimento ou de “Yu Zheng”, que significa padrão de depressão. Esses significados levam ao entendimento desse quadro como uma estagnação, que quase sempre é a causa para o desequilíbrio energético. (Maciocia, 2014). Os sinais e sintomas do quadro depressivo podem estar associados a quadros de deficiência ou estagnação de Qi ou em padrões de desarmonia do YIN/YANG. Principalmente do QI do Fígado, que é o responsável pelo livre fluxo das emoções, como mencionado anteriormente. Isto pode levar a uma constatação de que a função energética do Fígado estará em desarmonia, fazendo com que não seja possível abrigar a Alma Etérea (Hun), lembrando ser esta responsável por sonhos de vida, planos, ideias, projetos, sentido de propósito, relação com os outros, entre outras.
Pensando na Teoria dos Cinco Elementos, a Alma Etérea (Hun), é que dá o movimento para a Mente (Shen), assim; como está em desequilíbrio, o Shen pode ficar inativo ou exercer excesso de controle no Hun, levando ao quadro clínico em questão. JIWEI, HABO (2011), cita pesquisas feitas por Hu Suiyu et al. realizadas em 1977, onde investigaram a apresentação dos sinais e sintomas de pacientes deprimidos, demonstrando a existência de 12 Padrões de Síndromes, que são: estagnação do Qi do Fígado; obstrução do Qi do Fígado e mucosidades; deficiência do Fígado com insuficiência do Baço; insuficiência concomitante do Coração e do Baço; insuficiência do Yin do Fígado e do Rim; estagnação do Qi do Fígado com estase de Sangue; insuficiência do Yang do Baço e do Rim; insuficiência de Qi do Fígado e da Vesícula Biliar; Fogo excessivo no Coração e no Fígado; insuficiência de Yin com hiperatividade do yang; Calor devido à estagnação do Qi do Fígado; umidade estagnada no Aquecedor Médio.
De acordo com PAIVA(2011), a depressão neste contexto pode apresentar-se da seguinte forma, dependendo de onde esteja a deficiência ou estagnação, gerando a não estimulação da Alma Etérea:
- Deficiência de QI e do YANG do Rim: falta de motivação, falta de força de vontade, falta de iniciativa, vontade de ficar encolhido, joelhos frios e fracos, urina clara e abundante, micção noturna e diminuição da libido.
- Deficiência de YIN e QI do Rim: desmoronamento de personalidade, sentiment de desistir da vida, perda total do controle, falta de força de vontade, apático.
- Deficiência ou Estagnação de QI do Rim: pouca energia constitucional ou por uso excessivo. Tem o desejo, porém não consegue atingir seus objetivos.
- Deficiência ou Estagnação de QI do Coração: necessidade de calor humano e de afeto. Tímido, constrangido, apresenta dificuldade na comunicação e de iniciar relacionamentos. Sente-se como se estivesse preso, desconforto na região do tórax, sensação de frio, mãos frias, falta de alegria, solidão, falta de interesse na vida. Tem a sensação de ser amado, mas não ser digno desse amor.
- Estagnação de QI do Coração: frustração nos relacionamentos por dificuldade em expressar cordialidade e sentimentos. Tristeza, aflição, agitação mental, insônia, agitação ao anoitecer, sonhos excessivos, palpitações, dor no tórax em punhalada ou sensação de constrição no tórax, cianose dos lábios e das unhas e mãos frias.
- Deficiência de YANG do Coração: falta de motivação, tendência a se assustar facilmente, palpitações, respiração curta após esforço. Cansaço, Transpiração excessiva.
- Deficiência de YIN do Coração: labilidade emocional, fraqueza e nervosismo, facilmente se cansa e emocionalmente perturbado.
- Deficiência e Estagnação de QI do Fígado: falta de planejamento e decisões insensatas. Incapacidade de habilidades para reverter situações de conflito.
- Deficiência do QI do Fígado/Vesícula Biliar: dúvida sobre si mesmo, incerteza, insegurança, suscetibilidade e hipersensibilidade e um sentido de si muito limitado.
- Estagnação de QI do Fígado: frustração, sente-se bloqueado pelas circunstancias, aversão em ficar parado, zangado e irritável. Mau-humor, irritabilidade, ansiedade, frustração e TPM.
-Fogo no Fígado: raiva reprimida ora raiva expressa; agressividade.
- Deficiência de QI do Baço/Pâncreas – preocupação e questionamentos mentais.
- Estagnação de QI do Baço/Pâncreas: isolamento, comportamento possessivo e dependente, dominadores, invasivos e queixosos.
-Deficiência de QI do Pulmão: recolhimento e falta de participação no presente, dificuldade ou medo de formar vínculos duradouros, vive das lembranças do passado.
- Estagnação do QI do Pulmão: pesar reprimido, apego dos relacionamentos antigos, dificuldade com perdas, irritabilidade branda, acessos de choro, tristeza, sensação de bolo na garganta, dificuldade para engolir, sensação de opressão ou distensão do tórax, ligeira falta de ar.
Para PAIVA (2011), na visão da medicina Chinesa, a depressão pode ser dividida em 05 diferentes tipos, que estão relacionados com a Teoria dos Cinco Elementos:
1 - Depressão ÁGUA: esse tipo de depressão é reflexo de uma desarmonia no elemento água. O "Espírito Guardião "da harmonia no elemento Água é denominado de "Zhi", que mora nos Rins, representa: a raiz do Yin e do Yang, a essência, a iniciativa, o poder de decidir e a confiança.
- Características do paciente depressivo tipo Água:  medo e fobias que podem não ter causa aparente (podem estar associadas a um trauma na infância que o paciente bloqueou na memória e não se lembra). Esse medo fica claro em situações de risco reduzido, onde somente aquele indivíduo hesita em encarar a tal situação.
- Sintomas presentes: apatia; falta de iniciativa- "acho que não vou conseguir"; falta de confiança na sua capacidade de resolver situações (de qualquer natureza); sensação de impotência, inclusive sexual, sem ter nenhum problema estrutural que justifique a causa (indivíduos fortes e bem alimentados que, ainda assim, sentem-se incapazes); podem ser pacientes que enfrentam problemas gênito- urinários.
2 - Depressão TERRA: esse tipo de depressão é um resultante da desarmonia do intelecto. Quando a energia do Baço- Pâncreas é insuficiente ocorre o descontrole do intelecto, destruindo a calma e a claridade dos pensamentos. O espirito guardião do elemento terra (chamado de Yi) sofre e perde a quietude. Reflexão, calma e simpatia compõem a base da matriz emocional do elemento TERRA chamada de Yi.
- Características do paciente depressivo do tipo Terra: os pacientes nesse estado tendem ao desconectar-se da matriz emocional do elemento Terra e podem tornar-se antipáticos, preocupados demais com os problemas alheios e com grande dificuldade de refletir sobre os seus próprios problemas e necessidades. Podem ser indivíduos que se mostram independentes mas que no fundo são extremamente carentes de auto- nutrição e com o espírito pesado. Podem também apresentar dificuldade de concentração matemática e alguma relação forte, podendo ser de afinidade ou não, com o sabor doce.
- Sintomas presentes: pensa demais; confusão; opressão; preocupação excessiva.
3 - Depressão FOGO: esse tipo de depressão envolve problemas afetivos ligados a rejeição e desapontamentos em relacionamentos interpessoais: alegria, amor e razão compõem a base da matriz emocional do coração chamada de Shen.
- Características do paciente depressivo do tipo Fogo: esse tipo de depressão é acompanhado por uma frieza e distância do paciente em relação aos novos relacionamentos, eram pessoas “quentes e sensíveis “que tornaram-se frias e apáticas ou ao contrário, tornaram-se excessivamente agitadas e hipersensíveis. Em casos muito extremos esse tipo de depressão pode gerar comportamentos maníaco-depressivos, maníaco –sexuais e a loucura (perda total da razão, onde o Shen não encontra verdadeira morada).
- Sintomas presentes: falta de alegria de viver, pouco entusiasmo, pouco interesse, falta de inspiração e capacidade de julgamento desequilibrado.
4 - Depressão METAL: esse tipo de depressão geralmente é decorrente de perdas materiais. A tristeza está presente na matriz emocional do elemento Metal. Sentir tristeza ajuda o indivíduo na aceitação, o que o leva na expressão máxima do Pulmão: A Reverência. O Pulmão é também o responsável pela proteção do indivíduo. Daí as
relações entre o Pulmão e a pele (barreira defensiva) e a energia defensiva Wei.QI.
- Características do paciente depressivo do tipo Metal: está ou sente-se de alguma forma desprotegido. A falta de proteção que gera a depressão é relacionada aos aspectos físicos, materiais. A morte de um parente querido, a perda de uma propriedade estimada são exemplos corriqueiros de situações em que o paciente tem problemas em aceiar o inevitável ocorrido e é aí que inicia a desarmonia no elemento metal, a ascensão maléfica da tristeza, geradora da melancolia e resignação.
- Sintomas presentes: resignação, pessimismo e sentimentos de remorso.
5 - Depressão MADEIRA: esse tipo de depressão geralmente é provocado por excesso de tensão e pressão. Ela fica evidente em situações de stress prolongado e também no fracasso. A depressão Madeira é causada pela estagnação do Qi no Fígado
- Características dos pacientes com depressão tipo Madeira: São pacientes que trabalham duro, são ambiciosos e que subitamente perdem a motivação e a direção, por terem sido por algum motivo (geralmente o fracasso) forçados a abandonar uma ação (projeto, ambição, emprego, meta, etc.) muito desejada e assim perdem o sentido de viver.
- Sintomas presentes: frustração, sensação de opressão, falta de movimento, desgosto e irritabilidade, colapso e prostração, perda de propósito de vida e falta de visão perspectiva.
A acupuntura como alternativa de tratamento: A acupuntura, como tratamento complementar na depressão, tem-se apresentado com benefícios satisfatórios em sua terapêutica, eliminando os efeitos colaterais do uso de medicamentos específicos e garantindo a promoção e bem estar do indivíduo (PAIVA, 2011). Nos estudos de SERVAN-SCHEREIBER (2004), médico psiquiatra ocidental, foi constatado que a ação da acupuntura tem o mesmo ritmo da ação dos medicamentos antidepressivos aos quais os chineses haviam comparado.
A medicina chinesa, em sua essência, é contemplativa e empírica. Sua avaliação começa ao ver o paciente pela primeira vez. A agilidade, qualidade dos movimentos, tiques, odores, tom de voz, cores que se refletem na face, todos esses sinais podem ser observados antes mesmo que o paciente diga seu nome. Esses sinais são a manifestação da qualidade energético-sanguínea da pessoa, que possui correspondência com a saúde e a vitalidade de seu organismo.
No primeiro encontro com o paciente, o Ling-Shu ressalta a importância de tocar o espírito do paciente, pois é a realidade sutil que mantém e preserva toda a estrutura física. O tratamento então começa na avaliação, percebendo a fonte da desarmonia e, com sensibilidade, exige atuar no psiquismo do paciente.
Desta maneira, o tratamento realizado através da acupuntura como terapia complementar alcança os objetivos almejados pelo paciente deprimido, que muitas vezes não são demonstrados e sim implícito em seu comportamento frente às situações cotidianas e que se refletem em consultório. Os pontos destinados ao tratamento variam de acordo com a realização do diagnóstico correto, que irá definir qual o padrão de desequilíbrio energético a pessoa apresenta. Desta forma, a construção do plano de tratamento é individual. Porém existem alguns protocolos que podem auxiliar neste processo, no sentido de reestabelecer o livre o fluxo das energias, auxiliando o próprio organismo no processo de homeostase.
Porém, o tratamento é bastante amplo, ele não abrange somente o uso de agulhas, teria que haver uma mudança no estilo de vida e da percepção das situações ao redor. Modificar as relações com a Natureza e entre as pessoas, pois a Medicina Tradicional não trata uma doença, ela preocupa-se com o homem e seu contexto.
Conclusão: A acupuntura como técnica auxiliar no tratamento de quadros depressivos mostrou ser de grande eficácia. Além de ser de baixo custo como a grande maioria dos pesquisadores pontua, não causa efeitos colaterais, contribuindo para a adesão da paciente ao tratamento.
Atualmente, existem muitos artigos em relação ao tratamento da depressão através da acupuntura no contexto ocidental, tentando desmistificar essa doença, auxiliando no resgate da subjetividade do indivíduo e aceitação de seu sofrimento. A tentativa de quantificar as mudanças energéticas no organismo através de contagem de transformações bioquímicas, hormônios ou transformações celulares para demonstrar os mecanismos de ação da acupuntura, é um caminho para auxiliar na aceitação desta pratica no meio cientifico; já não é mais vista como placebo.


domingo, 15 de julho de 2018

sábado, 17 de fevereiro de 2018

O que você é obrigado a engolir

O que você é obrigado a engolir?


                Neste segundo artigo da série falando sobre conflitos relacionados a dificuldades alimentares, falarei sobre as frustrações relacionadas a situações onde devo engolir ou sou forçado a engolir algo que eu gostaria de cuspir ou não gostaria de engolir. Isto afeta a região de dois terços superior do esôfago, onde há incômodos dolorosos e espasmos, que poderão auxiliar para que o objeto engolido seja mais facilmente levado para o estômago, ou pode ser uma contração em direção superior, para facilitar jogar para fora o que foi engolido. Um sinal clássico de alteração neste local, são aquelas “coceiras no fundo da garganta”.
                Desta forma, quando vamos nos alimentar e aquele alimento não nos agrada, mas ele é colocado goela abaixo, como no caso de uma criança que é forçada a engolir um medicamento, ou é forçada a comer aquele alimento, que é saudável, mas que ela não quer, ou naquele momento não está com fome, ela pode provocar esta contração involuntária do esôfago, não conseguindo engolir, e piora ainda quando, o adulto coloca a mão na boca da criança, impedindo de tirar da boca aquele alimento. Ou ainda pode ocorrer naquelas situações onde um adulto possa ter que engolir um alimento para agradar uma outra pessoa, mas vê naquele alimento, algo desagradável que não quer engolir.
                Mas claro que este contexto pode não apenas ser vivido de forma real, onde se é forçado a engolir algo físico, como alimento, medicamento ou qualquer outro objeto ou substância, mas também pode ser vivido de forma emocional. Quando vivenciamos uma forte situação de ter que engolir, aceitar uma situação, uma palavra dita por alguém, uma viagem, um trabalho, um estudo, ou seja, toda e qualquer coisa vista como uma obrigação, no contexto de ter sido forçado a aceitar.
                Já atendi algumas pessoas que apresentavam esta dificuldade em engolir alimentos, após uma situação emocional, de ter que se submeter, aceitar contra a vontade, ter que fazer algo que não queria. Uma história recorrente é o fato de uma gravidez indesejada, aquela mulher engravida em um momento que não programou, e desta forma tem que engolir aquela situação, sem poder tomar qualquer outra decisão, a não ser aceitar. Isto pode desencadear uma dificuldade em engolir alguns determinados alimentos, claro que os sintomas desencadeados dependem da percepção dela durante o momento. Além da mãe, a criança também pode nascer já com esta característica de sintoma também, onde o alimento não irá descer, voltando o leite. Não necessariamente a situação possa ter vindo da gestação, mas dos primeiros dias ou meses de vida, onde a mãe possa viver algo com as pessoas ao redor, tendo que aceitar ter pessoas a auxiliando, como a sogra, onde ela não queria que estivesse ali, no pós-parto, mas tem que aceitar, e isto pode refletir também no bebê, que se alimenta de uma mãe, que não está à vontade naquele período.
                Outras situações comuns são de notícias que te pegam de surpresa, sem reação e ainda se obriga a aceitar, como uma demissão, palavras de críticas, um confrontamento durante um almoço, entre outras situações.
                o sabor do alimento é gravado através de um dos 5 sentidos, que reativa a frustração vivida. Por exemplo, se um bebê está no seio da mãe tomando leite, enquanto os pais têm uma discussão eufórica, aquele leite representa parte do contexto da frustração, desta forma, cada vez que ele se alimentar novamente, o leite, reativará a lembrança do estresse vivido, podendo desencadear o refluxo ou a queimação no esôfago. O mesmo pode ocorrer com bebês que ao nascer são retirados da mãe e levados para berçário ou para a UTI neonatal, e não podem receber o leite da mãe, neste momento eles são forçados a ingerir um leite, em pleno momento de frustração, sem estar seguro ao colo da mãe, isto pode fazer com que perante aquela fórmula específica de leite, apresentar o refluxo, e a outras fórmulas não.
             Mas isto não ocorre apenas nas crianças e bebês, há muitos adultos, que quando ingerem determinados alimentos desencadeiam refluxo, arrotos ou azia, desta forma, estes alimentos devem estar relacionados a situações prévias vividas, que podem ter sido frustrantes, nesta relação de ter que aceitar algo contra a vontade.
                Estes fatores desencadeadores de sintomas, fazem muitas vezes com que a alimentação se torne incômoda ou restrita, mas quando conseguimos resolver o conflito ou padrão inicial que desencadeou o sintoma, a pessoa ou criança volta automaticamente a comer normalmente.

Depressão na vida adulta

A depressão é um transtorno por sintomas de humor deprimido, além de perda lenta e sistemática do prazer e satisfação com a vida. Acomete em torno de 8 a 12% da população com 80% de recorrência, iniciando-se geralmente entre os 20 e 40 anos, embora possa iniciar também na infância.

O estresse parece ser um dos principais fatores ambientas que predispõem um indivíduo à depressão. Em cerca de 60% dos casos, os episódios depressivos são precedidos pela ocorrência de fatores estressantes, principalmente de origem social. Além disso, a conhecida influência de fator
es genéticos no desenvolvimento da depressão poderia ser decorrente de um aumento da sensibilidade a eventos estressantes.

                Várias são as queixas presentes dentro do estado depressivo, incluindo redução da atenção e lentidão do pensamento, distúrbios na memória de curto prazo, memória de longo prazo, e é descrito também que pacientes deprimidos teriam maior seletividade ao negativismo. Trabalhos de Beck (1963) relatam que as construções negativistas do pensamento são o fato primeiro na cadeia sintomática, uma vez que as pessoas depressivas, estando pessimistas, facilmente despertam rejeição o que intensifica sua autodesaprovação, tornando-as mais negativas e assim alimentando o ciclo doentio. 

                Para o tratamento da depressão é necessário a busca pela causa do problema. Sabendo-se que os agentes estressores são o que originam geralmente a depressão, através da Microfisioterapia podemos buscar as memórias estressantes e a partir de então dar um estímulo para restaurar a função dos órgãos responsáveis pelo surgimento desta patologia, possibilitando a retomada da qualidade de vida. 

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

O que é Leitura Biológica?

O que é Leitura Biológica?

A Leitura Biológica, técnica proposta pelo fisioterapeuta, osteopata e microkinesiterapeuta belga Emmanuel Corbeel, é baseada no estudo da filogênese, da embriologia, da ontogênese e da etologia animal (estudo do comportamento animal), inspirada principalmente nas pesquisas do Dr. Ryke Geerd Hamer, médico oncologista alemão descobridor da Nova Medicina Germânica.
Foram de imenso valor para a construção desta técnica, estudos sobre a construção da vida no planeta e sobre o desenvolvimento biológico dos seres vivos, desde os seres unicelulares até o ser humano, seus comportamentos, seus programas arcaicos de sobrevivência associados ao estudo transgeracional, estudo este que se ocupa da transmissão das informações memorizadas para as gerações seguintes.
 A memorização da informação é sempre necessária para que haja aprendizado e evolução. A cada experiência de vida, a informação se acumula e é automaticamente replicada e passada para os descendentes. A nossa história de vida está relacionada também com a memória do nosso clã familiar e isto explica de que forma as memórias de conflitos não resolvidos são passadas para as gerações futuras.

 “Nós humanos somos um com a natureza e um com toda a criação.”

A pesquisadora francesa Josie Kromer, apaixonada pelo comportamento animal e estudo transgeracional, contribuiu também para a elaboração da Leitura Biológica, explicando o impacto da vivência das gerações precedentes nas nossas vidas. Josie desenvolveu uma ferramenta muito interessante chamada de grade de lealdade familiar ou grade de concepção, esta grade nos dá informações sobre as gerações que nos precederam dependendo da nossa ordem de nascimento (nossa posição ocupada na grade).

“O indivíduo está inscrito no seu clã familiar, o clã inscrito na espécie e a espécie inscrita na vida” 

– Josie Kromer
Muitos biólogos e pesquisadores contribuíram para esta técnica, porém, sem dúvida o trabalho científico do Dr. Ryke Geerd Hamer é a maior contribuição de todas e é a base de todo o trabalho.
Para o Dr. Hamer a percepção do meio ambiente num momento de estresse é à base da Nova Medicina, durante uma experiência traumática fazemos uma memorização do meio ambiente que irá influenciar na nossa saúde.
Dr. Hamer descobriu Cinco leis biológicas que explicam a causa, o desenvolvimento e a cura natural das “doenças” baseadas em princípios biológicos universais. De acordo com estas leis biológicas, as chamadas “doenças” não são o resultado do mau funcionamento ou doenças malignas do organismo, mas sim “um programa biológico especial da natureza” (SBS), criado para ajudar um indivíduo durante um período de sofrimento emocional e psicológico.
Na natureza temos diferentes programas em função da evolução e da filogênese. Eles são programas arcaicos, necessários à sobrevivência. Por exemplo, o sono reparador é uma necessidade para todo ser vivo, assim como a marcação de território, farejar o perigo (pré sentir), a separação (na natureza cuidar do filhote é imperativo), mostrar as presas (uma antiga forma de dissuasão), a camuflagem e etc. Porém, diante de um hiperestresse programas especiais são acionados.
O Dr. Hamer afirma que os “programas biológicos especiais da natureza” (as doenças) são comuns a todos os seres vivos e são armazenados ao longo da evolução. Estes programas são iniciados após um hiperestresse, um choque emocional, que ocorre fora do campo da consciência, quando ocorre uma inibição da ação. A doença é definida como um acontecimento agindo em três níveis: Psiquismo – Cérebro – Órgão e obedecem as cinco leis biológicas. Através do estudo de muitas tomografias computadorizadas o Dr. Hamer observou manchas redondas no cérebro que lembravam “alvos”, localizadas em níveis cerebrais específicos, relacionados aos sintomas e ao tecido do órgão atingido, estas informações permitiram-no mapear todo o cérebro. Dependendo da localização destes pontos no cérebro, pode-se dizer qual o tipo do conflito sofrido pelo indivíduo, qual o tecido em sofrimento (conjuntivo, nervoso, ósseo, muscular, epitelial) e qual a parte do corpo que esse estresse irá atingir, desencadeando uma “doença”.
Cada pessoa sente e reage às situações difíceis da vida de maneiras diferentes. Essas respostas irão afetar os órgãos se a pessoa se encontrar diante de uma impossibilidade de reação e os seus sintomas serão as pistas que auxiliarão o terapeuta a reencontrar o conflito vivido. O papel da Leitura Biológica é trazer a resposta do inconsciente para o consciente ativando a autocura do organismo.
Existe uma relação direta entre o psiquismo arcaico de um ser vivo, a expressão do programa biológico no tecido do órgão correspondente e a área específica do cérebro. Para uma mesma patologia (doença) são sempre as mesmas áreas cerebrais que são envolvidas, tanto no homem como no animal. Os sintomas têm uma razão biológica.
Estes programas biológicos arcaicos seguem a lei bifásica da natureza acompanhando o ciclo dia/noite (sistema simpático – parassimpático). De dia estamos em atividade e o sistema de controle que gera este estado de vigília é o sistema simpático (parte do sistema nervoso autônomo). Ao contrário, a noite é o momento de atividade reduzida e o sistema parassimpático (parte do sistema nervoso autônomo) se encarrega da recuperação.
O Dr. Hamer constatou também que diante de um hiperestresse, o modo preferencial de resposta varia segundo a polaridade de nascimento (lateralidade). Definiu o hemicórtex esquerdo como feminino e o hemicórtex direito como masculino, cada um destes hemicórtex produz uma resposta própria ao estresse. Por isto, após um mesmo conflito hiperestressante, os destros e os canhotos dos dois sexos expressarão respostas biológicas diferentes.
Hemicórtex – o cérebro humano é dividido em dois lados (dois hemisférios), direito e esquerdo e a última camada é chamada de córtex cerebral, portanto, hemicórtex é o córtex cerebral de um lado do cérebro

“A doença é uma interação significativa entre a psique, o cérebro e o órgão”.

– Ryke Geerd Hamer

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

O que não te deixa dormir?



O que não te deixa dormir?
Estima-se que um terço da população geral sofra de dificuldades em dormir. Dormir mal ou em quantidade insuficiente tornou-se, com efeito, uma queixa de saúde pública extremamente prevalente. Estudos indicam que 5% dos pacientes com insônia consultam os cuidados primários de saúde e 69% nunca mencionaram aos médicos suas dificuldades de dormir. Quando crônica, geralmente reflete distúrbios psicológicos e comportamentais.
As consequências da insônia são preocupantes. Acarretam efeitos adversos para a saúde física, desencadeando fadiga diurna, risco de doenças cardiovasculares, gastrointestinais e psiquiátricas. Interferem, simultaneamente também, no desempenho profissional e nas relações interpessoais. A insônia também está relacionada com o aumento do uso de medicação psicotrópica e com o risco de abuso de outras substâncias.
A insônia é experimentada de forma única por cada doente, pode ser definida, de acordo com a Classificação Internacional das Desordens do Sono, como uma dificuldade em iniciar o sono (insônia inicial), dificuldade em manter o sono (insônia intermédia), acordar muito cedo (insônia terminal) ou, embora com menor frequência por uma queixa de sono não restaurador ou de má qualidade.
Uma noite de insônia pode ser desencadeada se num momento surgir um episódio de estresse como um problema profissional, um conflito conjugal ou a perda de um amigo.
Além de ser o distúrbio do sono mais comum, a insônia está diretamente associada aos transtornos psiquiátricos. Estudos epidemiológicos demonstram que sua persistência é um fator de risco para a depressão, além de que, cerca de 80% dos pacientes com este transtorno se queixam de alterações no padrão do sono, especialmente de insônia terminal. Já os transtornos ansiosos e os do pânico parecem estar mais associados aos tipos, inicial e de manutenção (intermédia).
Na avaliação etiológica da insônia, precisamos aprender a valorizar e investigar os aspectos emocionais tão sistematicamente quanto fazemos em relação aos aspectos orgânicos. O diagnóstico psicológico deve ser tão ativo quanto o orgânico.
Nas crianças o medo de ficar sozinho pode estar associado, ao fato de presenciar brigas entre os pais, à exposição a filmes ou histórias violentas, ou qualquer outro evento assustador. Perda dos pais ou irmãos e estresse pós-traumático são situações frequentemente associadas a alterações no sono em crianças, assim como problemas em instituições (creche, escola, clube) abuso/ violência física ou sexual. Em adolescentes e pré-adolescentes, depressão e ansiedade são causas freqüentes de insônia.
Muitas vezes nos casos de dificuldade em pegar no sono, encontramos pessoas em fase de estresse de situações, em geral, onde a pessoa ainda está tentando processar o que está acontecendo, tentando achar uma solução para o ocorrido, ou permanece não aceitando o que aconteceu. Já a perda de sono no meio da noite pode estar relacionada a situações pós-estresse, como quando a pessoa já saiu da fase crítica, mas durante a madrugada, em torno das 3 horas da manhã, ocorre uma releitura do sintoma, como se o corpo estivesse se preparando para voltar ao funcionamento normal. Há também os casos onde as pessoas possam ter vivido um estresse específico durante a madrugada, como por exemplo, uma notícia de um acidente ou uma morte, onde lhe ligam pela madrugada e é acordado de sobressalto, ou quando estava em uma festa pela madrugada e ocorre um incidente de grande incomodo, desta forma, naquele horário do ocorrido, o cérebro volta a se reativar nos próximos dias, lhe deixando em alerta, caso o incidente ocorra novamente. E ainda há aquelas situações onde a pessoa está vivendo uma grande indecisão em sua vida, preocupada com alguma decisão que terá que tomar, ou sofrendo antecipadamente por algo que está para acontecer.
Estas informações fazem sentido para você? Há algo em sua vida que se encaixe nestes estresses ou preocupações?
Então aproveite para olhar dentro de você, para tentar identificar os motivos de seu sono não estar da forma que você gostaria e tente solucionar este problema, desabafando com alguém, pedindo ajuda, ou simplesmente deixando o ocorrido de lado e focando em outras situações mais relevantes, para que então você possa ter um sono por total reparador e um dia mais energizado. 
A microfisioterapia e a Leitura Biologica pode te ajudar!!
Clínica Ágape fisioterapia & Acupuntura
Rua Esteves Kristensen 441, em Piraju
fone 33518867 ou whats: 997621521

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Explicando uma sessão de microfisioterapia

O QUE É?

É uma técnica de terapia manual que visa tratar a causa da doença e não apenas seu sintoma. Capaz de identificar tecidos que perderam sua função e vitalidade normal após eventos agressores ao organismo, a Microfisioterapia promove a normalização e a regulação das regiões corporais afetadas.
Complementar à Medicina Tradicional, a Microfisioterapia trata a mente e o corpo como um todo, do mesmo modo que a Homeopatia e a Medicina Tradicional Chinesa.
Desenvolvida na França, a Microfisioterapia é muito utilizada em países da Europa e da África e atualmente vem se difundindo por todo o mundo. No Brasil, é cada vez mais procurada por seus benefícios e resultados.

QUAIS BENEFÍCIOS?


Os benefícios proporcionados pela Microfisioterapia são muitos, entre eles:
  • Melhoria do estado emocional
  • Tratamento das dores
  • Estimulação do sistema Imunológico
  • Identificação da causa primária de um sintoma ou de uma doença
  • Promoção da saúde
  • Prevenção de doenças

QUAIS SÃO SUAS BASES?

A Microfisioterapia tem como base científica a Embriologia. O cérebro, a pele e seus anexos têm da mesma origem embrionária, o ectoderma, o que explica a profunda relação entre eles. Sem percebermos, os sentimentos e as emoções que nos afetam são registrados pelo sistema nervoso em nosso corpo e permanecem influenciando nossa saúde quando não os tratamos.
Considerando esses fatos, a Microfisioterapia promove o tratamento por meio de toques específicos sobre a pele, a fim de estimular o sistema nervoso a eliminar esses registros e restabelecer o equilíbrio físico e emocional. Esse processo tem como fundamento quatro princípios elementares: a autocura, a cicatriz patológica, a correção homeopática e a micropalpalção.
Autocura
É a capacidade que o corpo tem de se curar de forma natural, como se possuísse uma inteligência inata e soubesse do que precisa para manter-se bem, com saúde. Existe uma força curativa dentro de nós que Hipócrates, o pai da medicina (460 a.C.), chamava de “fisis” e que a homeopatia e a naturopatia chamam de “energia vital” e os hindus chamam de “prana”. A autocura é movida por esta energia que faz com que a doença ou as anormalidades em nosso corpo sejam curadas.
Cicatriz patológica
É o registro que se forma quando sofremos uma agressão muito forte ou quando se verifica uma deficiência no sistema imunológico. Trata-se de um vestígio da agressão no corpo que deforma a célula, deturpando sua função e provocando sintomas. Na região em que se forma a cicatriz ocorre a perda da energia vital. Os gestos do terapeuta são realizados sobre esse local, a fim de estimular o processo de autocura.
Micropalpação
Assim como a Homeopatia, a Microfisioterapia segue as leis da cura pelo semelhante (semelhante cura semelhante) e do infinitesimal (medicamento diluído; palpação mínima). As micropalpações são gestos feitos pelo terapeuta, sempre com as duas mãos em aproximação. A partir da sensação entre elas, o terapeuta detecta se há perda de vitalidade no tecido e identifica a memória (cicatriz) de uma eventual agressão. Efetuando essas micropalpações, ele informa ao corpo as agressões e desencadeia o processo de autocura.

QUAIS SÃO AS INDICAÇÕES?

  • Depressão bipolar
  • Alergias em geral
  • Dores físicas
  • Traumas emocionais
  • Fibromialgia
  • Fobias
  • Ansiedade
É indicada para qualquer pessoa, independente da patologia ou idade.
A Microfisioterapia é uma técnica complementar que visa encontrar a causa dos eventos.
Não se opõe à Medicina ou à Fisioterapia, atuando de forma preventiva ou curativa.

COMO FUNCIONA A SESSÃO?

As sessões têm duração média de uma hora. O número de sessões varia de acordo com a queixa do paciente. De maneira geral, para uma determinada queixa, podem ser necessárias de três a quatro sessões.
A primeira parte do trabalho consiste numa investigação micropalpatória, que possibilita detectar a causa responsável pelo sintoma relatado a partir da cicatriz patológica. A segunda parte consiste em identificar o sintoma causado pela cicatriz. O terapeuta mantém sua mão na causa (cicatriz) e investiga com a outra mão a consequência (o sintoma), percorrendo a linha média do corpo à procura do nível afetado. Uma vez definido o nível, a procura segue na linha transversal deste nível. A perda da energia vital no ponto atingido permite determinar o sintoma e a sua localização no corpo, o qual se manifesta por uma restrição entre o tecido naquele nível e o órgão afetado.
Nesse momento, é possível ao terapeuta estabelecer aproximadamente a data em que o acontecimento instalou-se, solicitando pela micropalpação uma resposta ao órgão afetado. O organismo do doente reage a esta data e a restrição é percebida pelas mãos do terapeuta, assim como na técnica de Cinesiologia Aplicada. Embora a lembrança da data não interfira no tratamento, a fixação de datas traumáticas é uma informação interessante, pois permite ao paciente conhecer a origem daquela desordem. A compreensão da causa da dor presente também serve como prevenção.
Uma vez identificada e localizada a cicatriz, o corpo é estimulado a desencadear o processo de autocura, de maneira quase instantânea. É promovido um diálogo direto com a memória tecidual da pessoa, por via palpatória, sem nenhum outro apoio. O mecanismo de autocorreção é obtido desta maneira, tanto nos adultos, como nos bebês ou crianças.
Como a Microfisioterapia pode me ajudar?
A Microfisioterapia é fundada sobre um princípio natural e elementar da vida. Ela ajuda o corpo a eliminar os traumas passados ou presentes guardados na memória celular, que impedem o bom funcionamento do organismo, assim como pequenos grãos de areia provocam o mau desempenho de um sistema mecânico. Diariamente, nosso corpo luta contra agressões de toda natureza e de diferentes intensidades, provenientes do exterior (micróbios, toxinas, choques físicos ou emocionais etc.) ou do interior (fraqueza de órgãos, cansaço, problemas existenciais etc.). Geralmente, nosso organismo se autocorrige em silêncio, sem que isso venha a ser percebido. Contudo, quando essas agressões não são identificadas ou reconhecidas ou quando são demasiado fortes, o corpo pode não reagir de maneira eficaz e então a agressão produz uma “cicatriz” nos tecidos, uma memória do acontecimento. Apesar da aparente sensação de cura, o acúmulo destas memórias pode fazer com que a dor apareça, uma doença se desencadeie ou que o corpo se enfraqueça, tornando-se incapaz de lutar. Assim, desenvolvem-se dores e doenças crônicas.
A Microfisioterapia auxilia na eliminação natural destas memórias que enfraquecem o nosso organismo. Quando liberado o obstáculo, o corpo pode então reencontrar as capacidades que perdeu, às vezes mesmo depois de muitos anos.
Quantas sessões são necessárias?
Para um determinado sintoma, são necessárias no máximo de três a quatro sessões. Normalmente, uma sessão é suficiente para um bom resultado. A segunda sessão pode ser realizada dependendo de como se desenvolva a primeira e se o terapeuta achar necessário ou se o paciente ainda apresentar queixas. As sessões devem ser espaçadas de três semanas a um mês, para que o corpo possa desenvolver naturalmente seu trabalho de autocura. Eventualmente, se o problema for agudo, podem ser indicadas duas sessões seguidas. É conveniente efetuar uma sessão por ano, a título preventivo. O paciente também pode realizar sessões a cada seis meses para controle ou se apresentar sintomas agudos.
Devo me despir para a sessão de Microfisioterapia?
Não é necessário se despir para realizar o tratamento. A roupa não interfere na efetividade do processo. Porém, são indicadas roupas leves para as sessões.
Como o fisioterapeuta percebe as memórias na pele?
O terapeuta procura localizar pontos no corpo do paciente em que haja perda de energia vital. Qualquer atividade corporal tem seu ritmo dentro do organismo e também na superfície da pele. Estes ritmos são percebidos pelas mãos do terapeuta como micromovimentos. Assim, ele apalpa diferentes zonas do corpo, a fim de verificar se os ritmos estão normais. Essa palpação é feita em movimento de aproximação das mãos. Se os ritmos estiverem ausentes em determinado local, isso significa que existe ali uma “cicatriz”, fonte de uma disfunção. A sensação dos micromovimentos do corpo orienta o terapeuta a seguir o caminho percorrido pela agressão e a ativar o processo de autocura.
Como é realizada a sessão?
Uma sessão de microfisioterapia dura cerca de 45 a 60 minutos. Após ter exposto as razões da consulta, o paciente se deita vestido sobre uma maca. Primeiramente, o terapeuta localiza e identifica as cicatrizes que obstruem o corpo, percebendo os ritmos vitais. Ao detectar uma perturbação, ele efetua palpações sutis para informar o organismo da presença desta cicatriz. Assim o corpo reencontra a memória do choque e se concentra nela para eliminá-la definitivamente. O paciente permanece deitado durante a sessão e recebe do terapeuta as informações dos bloqueios encontrados. Nesse momento, o corpo inicia o processo de reconhecimento e eliminação do evento agressor. Muitas vezes o paciente pode sentir cansaço e sonolência durante a sessão, que são percebidos antes mesmo que ela acabe.
Ocorrem reações após a sessão?
O trabalho de autocura que o corpo desenvolve após a sessão, pode provocar ligeiro cansaço durante um ou dois dias. Por isso, é indicado que o paciente descanse após a sessão, não realize esforço físico desnecessário, não dirija seguidamente por longo período de tempo etc. Para reduzir o cansaço e auxiliar o processo, aconselha-se a ingestão de 1,5 a 2 litros de água por dia, nos dias subsequentes à sessão, a fim de facilitar o trabalho de eliminação das cicatrizes. Muito embora não sejam frequentes, outros sintomas podem ocorrer, como diarreia, vômito, aumento da dor, febre, crise emocional ou sentimento de raiva por um ou dois dias. Tudo isso acontece em razão da liberação das memórias agressoras. O paciente deve então descansar e deixar que o sistema imunológico realize seu trabalho com o mínimo de interferência medicamentosa possível, não se esquecendo de ingerir muita água.
Por que não tratar somente a zona dolorosa?
Porque a memória traumática que provoca a dor não está necessariamente no mesmo local. O corpo é um organismo complexo, que sofre reações em cadeia, as quais podem percorrer longas distâncias. Por isso, o tratamento não é feito unicamente sobre a região afetada, mas sobre todo o organismo, que o terapeuta considera em sua globalidade. Como exemplo, dores lombares podem ter origem nas glândulas paratireóides situadas na base do pescoço, ao enviarem uma mensagem química equivocada, provocando espasmos dos músculos da coluna no nível lombar. Por meio do exame e da técnica micropalpatória, o terapeuta localiza e identifica a memória traumática causadora da dor e estimula o corpo a eliminar essa cicatriz, promovendo não só o alívio, mas também ajudando a prevenir os riscos de recidivas, o deslocamento dessa memória para outro ponto ou o desenvolvimento de uma degeneração.
A melhora do paciente pode resultar de autossugestão?
A partir do momento que as mãos do terapeuta são colocadas sobre o paciente, isolam-se as porções do tecido corporal que guardam as memórias de agressões e se estimula o corpo a que promova sua autocorreção. Considerando que isso acontece com pessoas de todas as idades, desde recém-nascidos até idosos, é evidente que a melhora do paciente não resulta de autossugestão, mesmo porque bebês não podem ser sugestionados pela micropalpação. Além do mais, pessoas muito descrentes obtêm excelentes resultados com a microfisioterapia.
É uma técnica científica?
Hoje, considera-se ciência o que foi avaliado. A microfisioterapia foi objeto de mais de trinta tipos de avaliações, algumas em meio hospitalar e de acordo com protocolos rigorosos (duplo cego), as quais comprovaram, por exemplo, o efeito benéfico da técnica em 74% dos pacientes submetidos a teste e que sofriam de colopatia crônica. Do mesmo modo, foram realizadas várias investigações em laboratórios sobre os ritmos vitais dos organismos vivos. Na Europa foram desenvolvidos quarenta e dois trabalhos científicos a respeito da microfisioterapia e no Brasil estão sendo realizadas pesquisas em parceria com Universidades. Atualmente, cerca de 5.000 microfisioterapeutas encontram-se em atividade na comunidade europeia, onde governos reconhecem a técnica e pagam por sessões em decorrência dos benefícios proporcionados pela melhoria da qualidade de vida e do bem-estar das pessoas e pela diminuição do consumo de medicamentos.
Qualquer um pode praticar a microfisioterapia?
Não. Todos podem sentir os micromovimentos do corpo, no entanto é necessário um conhecimento profundo da anatomia humana para realizar um bom tratamento. Por isso, o Centro de Formação de Microfisioterapia (França) somente admite fisioterapeutas em seus cursos. Antes de ser microfisioterapeuta, o fisioterapeuta é, sobretudo, um profissional da saúde, com um diploma de Estado. No Brasil, apenas fisioterapeutas podem atuar.
Quais problemas a microfisioterapia pode aliviar?
Muitas doenças e dores se devem a pequenas disfunções que se acumulam durante a nossa existência e terminam por enfraquecer o organismo. Essas disfunções podem ter como causa uma frustração, perdas, sentimentos de abandono, traumas que ocorreram na gestação, intoxicações e até mesmo memórias hereditárias. A microfisioterapia ajuda o corpo a eliminar estas “cicatrizes” e a melhorar seu estado de saúde. Ela auxilia o organismo a promover sua própria reconstituição, eliminando os vestígios emocionais e traumáticos. Muitos problemas de saúde podem ser solucionados com a microfisioterapia.

LeItura biológica

Primeira lei de Hamer, todo trauma que foi de forma aguda, de maneira inesperada vivida no isolamento, vai dar uma marca no cérebro, são ané...